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25 janeiro 2012

A História da Guerra do Contestado da Família Pereira




 Meu nome é Josnei Martins, meus pais Ervino Martins e Terezinha Aparecida Pereira Martins, meus irmãos Adélio Martins, e Jucélio. Sou natural da cidade de Porto União, Santa Catarina, fui pra Porto Vitória quando eu tinha dois anos e cresci escutando  as histórias da família da minha mãe e do meu pai que fazem parte da tão falada Guerra do Contestado. Quando os camponeses já fracassados se uniram em  um grupo muito grande e foi criado a tal Jagunço. O Contestado foi a batalha dos camponeses contra os coronéis e um grupo americano que invadiram as propriedade tirando o direito dos camponeses de suas terras, pra construção da ferrovia, que atravessa os estados de Santa Catarina e Paraná indo até o Rio Grande do Sul.  

Na guerra do Contestado muitos camponeses morreram nessa batalha, já fracos se uniram e formaram a tal jagunço onde, por muito anos eles  lutaram, uns por justiça, outros por banditismo. Eram chefiados por Joaquim Deodato e o monge João Maria, aí muitos rezavam implorando a ajuda, outros curavam, outros roubavam e matavam. Muito ouro foi enterrado nos sertão adentro, contava o meu avô Francisco Pereira, hoje já falecido. Quem contou pra ele, quando era menino, foi um senhor massacrado e sofrido, já cego que era um sobrevivente.  Quando as casas eram invadidas atrás de ouro e prata, que eram enterrados e depois matavam sempre as duas pessoas que abriram o buraco pra enterrar.  Isso com o tempo se tornou lenda e os  lugares assombrados. 

Quando meu avô tinha uns onze ou doze anos foi o fim do Jagunço quando o chefe deles já tinha sido preso há muito tempo, o carrasco Joaquim Deodato, que chegava e sem piedade matava homens, mulheres e crianças. Então os jagunços sem força pra lutar já navegando na mais profunda pobreza foram presos. Numa manhã meu avô passava no acampamento deles quando pularam nele ele conseguiu escapar correu até os rancho aonde seu pai, meu bisavô, João Pereira Batista que era expedicionário militar na época, ocupava  cargo de inspetor, um tipo de autoridade pra cada região foi até o pequeno vilarejo da região Valões, hoje Irinópolis e foi chamada a polícia e militares acompanharam na costa do Rio Timbó, em São Pedro Interior de Porto União.
Assim é a minha história e da minha família, como meu bisavô, que lutou com armas em punho pra defender a sua pátria. Até que ele se apresentou em Curitiba no batalhão, em 1925, ficou fora 2 anos e meio, sem noticia, aí ele apareceu mas cumpriu a sua missão, participou de outra guerra  além da prisão dos jagunços,  então faleceu com 83 anos completamente doido, até sem documento. Como um herói sem nome e sem historia, ou melhor dizendo foi um herói sem valor nenhum. E como meu bisavô eu também enfrento uma batalha mas é diferente da dele, a minha é com a doença, sou portador de síndrome  nefrótica,  enfrento a 6 anos, hoje faço diálise vou precisar de transplante de rins. Enfrento dificuldade porque vou fazer o tratamento em casa. Minha família  vive apenas do salário, somos chacreiros de uma fazenda, eles exigem  muito, a casa não oferece aquelas condições mas confio em Deus vencerei junto com a família.

                          JOSNEI MARTINS e a mãe TEREZINHA APARECIDA PEREIRA MARTINS.

Janeiro de 2012.         

















ALGO MAIS

        A partir destas histórias muitas pesquisas aconteceram e gostaríamos de destacar algumas curiosidades:

         As cidades da região denominada "Contestado" abrangia cerca de 40.000 Km2 entre os atuais estados de Santa Catarina e Paraná, foram palco de um dos mais importantes movimentos sociais do país. Até o início deste século a fronteira não havia sido demarcada.
       A empresa norte americana Brazil Railway Company recebeu do governo federal uma faixa de terra de 30Km de largura, cortando os 4 estados do sul do país, para a construção de uma ferrovia que ligaria o Rio Grande do Sul a São Paulo e ao mesmo tempo, a outra empresa coligada passaria a explorar e comercializar a madeira da região, com o direito de revender as terras desapropriadas ao longo da ferrovia.
       Os trabalhadores que vieram de vários lugares do país,  para a construção da Ferrovia, após a sua conclusão, em 1910,  encontravam-se em situação de extrema pobreza e  uniram-se aos ex-proprietários das terras e, na situação fragilizada, buscaram ajuda e foram acolhidos pelos “lideres messiânicos”, os monges com codinomes José e João Maria, formando o grupo dos Caboclos.  
...No auge da Guerra, em 1914, 25 mil sertanejos enfrentavam 6 mil soldados do exército e mil vaqueanos  mercenários do general Setembrino de Carvalho, veterano de Canudos. Chegaram a ocupar Curitibanos, incendiando prédio públicos e o casarão do coronel Albuquerque, onde deixaram a emblemática mensagem:
 “Nós estava em Taquaruçu tratando da nossa devoção, não matava nem roubava. O Hermes ( da Fonseca) mandou suas forças covardemente nos bombardear, onde mataram mulheres e crianças. O governo da República toca os filhos brasileiros do terreno que pertence à nação e vende para o estrangeiro; nós agora estamos dispostos a fazer prevalecer os nossos direitos”. ( Atlas Histórico IstoÉ Brasil)
             O números de mortos jamais alguém saberá. Quando os últimos redutos foram dizimados, em dezembro de 1915, as baixas contadas entre os militares eram 320, mas entre os civis as estimativa vão de 3 mil a 20 mil.
 Apesar da causa da Guerra do Contestado nada ter a ver com o contestado de limites entre Paraná e Santa Catarina, o fato é que menos de um ano depois, em 20/10/1916, os dois estados firmaram o acordo que pos fim à pendenga história. ... (  Krüguer, Nivaldo . Sudoeste do Paraná: história de Trabalho, bravura e fé.  Curitiba: Edição do Autor, 2004.  )     
       
        Muitas são as histórias de bravura do povo paranaense e brasileiro,  se você ficou curioso e quer saber mais sobre a Guerra do Contestado, os jagunços, também chamados de Caboclos e seus líderes e ou sobre a Revolução de 24 e a Coluna Prestes da qual o avô do Josnei  pode ter participado acesse:
www.historianet.com.br      História do Brasil/ República

Mediação Profª Carolina Domingues de Mattos

19 outubro 2011

A flor que o beija-flor beija


o beija-flor beija a flor com muito amor.


que cor é a flor que o beija-flor beija?



depois da leitura do livro "o guarda-chuva do guarda" Amanda explorou possíveis rimas e
brincadeiras com as palavras para criar essa ilustração e texto. parabéns.

amanda orientada pelo educador vinicius cardoso

02 agosto 2011

poesia no hospital


                                                       Os palhaços

Aqui no Hospital Pequeno Príncipe quem traz alegria
são os voluntários, palhaços e Doutores da Alegria.

Os palhaços são queridos, amigos e
também trazem diversão e emoção pro nosso coração.



Os cachorros
Os cachorros são especiais sejam eles:
Grandes
Pequenos
Peludos
Pelos lisos
Bravos ou mancinhos
Cada um com seu jeitinho.
Os cachorros também trazem alegria, amor e felicidade
e quando partem nos deixam com muita saudade.

Michelly Letícia Reolon 

20 maio 2011

A Hemodiálise

A hemodiálise é um lugar onde as crianças ficam numa máquina, esta máquina é como se fosse o nosso rim. Há 8 meses eu peguei uma salmonela com septicemia e fiquei em coma profundo por 3 dias. Aí a doutora me deu um remédio para eu acordar, só que isso afetou os meus órgãos e principalmente os meus rins, porque desde que eu nasci eu tenho uma doença chamada rins policísticos. E então eu comecei a fazer hemodiálise. No início eu pensava que era a pior coisa. Agora eu vejo que foi a melhor coisa que já me aconteceu. Tenho as melhores enfermeiras, a melhor e mais bonita doutora de todas (Dra. Mariana). Quando eu transplantar só vou vir visitar. Aqui todos nós somos uma família e nessa família eu amo todos.

Lauanda Silveira Domeles, 11 anos


                                            Dra. Mriana e Lauanda

Meu nome é Julia, tenho 14 anos e faço hemodiálise há 2 anos. Antes de fazer hemodiálise eu morava com minha família em Terra Roxa, interior do Paraná. Quando soube que tinha que fazer o tratamento eu e minha família viemos morar em Curitiba porque onde a gente morava não tinha lugar pra fazer e a cidade mais perto é Cascavel (130 km de Terra Roxa). Lá o tratamento é só para adultos e como os médicos do Hospital Pequeno Príncipe me conhecem desde pequena é mais fácil fazer aqui. Minha mãe e eu começamos a morar em Curitiba, minha irmã veio depois. Ela está fazendo faculdade e o meu pai está morando sozinho em Terra Roxa, porque nós temos uma fábrica de bordar roupas de bebê e não podemos largar tudo e vir pra cá e depois de fazer o transplante voltar de novo. Meu pai vem pra Curitiba a cada 15 dias e nós vamos pra lá nas férias. Eu estudo no Colégio Sagrado Coração de Jesus e de tarde (segunda e sexta) faço uma sessão de hemodiálise de três horas e meia, esperando um rim.

Julia Giombelle, 14 anos


                                                       Julia

Antes de começar a hemodiálise eu ficava com medo. Eu não sabia como que era. A primeira vez não foi divertida, foi chato e doeu o catéter. Mas depois eu e o José Lucas fazíamos bagunça juntos e eu comecei a gostar de fazer hemodiálise. Agora que o José Lucas fez transplante, tem o Lucas e os outros amigos. Se não fosse os amigos ia ser chato.
Aqui o sangue passa pelo capilar, limpa e volta pra nós. O mais chato é que a gente não pode tomar líquido. Quando eu to com muita sede eu tomo um golinho só. O que eu quero é ganhar um rim, porque não dá pra sobreviver sem tomar água muito tempo, nem dá pra ver meus parentes (que moram no Mato Grosso).

Emerson Nunes de Amorim, 17 anos


                               Emerson

A hemodiálise é legal. Aqui eu tenho o meu melhor amigo que é o Emerson, aqui nós brincamos muito e a Fátima me coloca na máquina. Todas são muito legais: a Maria, a Fatiminha e a minha mãe, que me traz todas as segundas, quartas e sextas-feiras. Eu devo tudo a ela.
Aqui nós somos muito bem cuidados. Eu e o Emerson cantamos, até fazemos uma dupla, “Os Renais”, e dançamos muito bem (pelo menos eu acho). Eu adoro o Pequeno Príncipe, estou aqui desde que eu nasci, a professora Mariana é legal, ela me ensinou muitas coisas. Do meu outro lado ta a Julia que é legal também. Aqui eu conheci todos os amigos que são amigos mesmo. Eu aprendo o que é ser amigo aqui. Muito obrigado hemodiálise por cuidar de mim.


Lucas Vaz Marche, 13 anos

                                                       Lucas


Quer saber mais sobre hemodiálise?
Visite o site do Willian: willianrst86.blogspot.com

15 fevereiro 2011

Entrevista

Eu, Miriã dos Santos, fiz uma entrevista com a copeira Gilse Carvalho. Eu escolhi a Gil para a entrevista porque eu já a conhecia, mas não sabia tanta coisa dela assim. Ela me serve comida lá na Cardiologia no Hospital Pequeno Príncipe e sempre está alegre.

1-    O que você faz na sua folga?
“Eu faço tanta coisa... Cuido da casa e faço artesanato: bordado, tricô, crochê, biscuit, pat work. Eu vendo para minhas amigas. Agora vou também fazer bolsas.”

2-    Há quanto tempo você trabalhar no Hospital?
“Eu trabalho aqui há 5 anos. Antes eu era berçarista, trabalhava no berçário de uma empresa de aviação lá em São Paulo.”

3-    Você gosta de trabalha no Hospital?     
“Gosto muito porque é muito gratificante servir as crianças. Quando estou com meu carrinho, é uma coisa especial que acontece. É muito bom ver as carinhas das crianças.”

4- Qual foi a experiência mais interessante que você teve aqui?
  “Foram tantas experiências... Uma que marcou muito foi quando eu estava na Nefro e vi um menino que tinha voltado da UTI, tinha levado um tiro. Foi muito dolorido.”

5- E as experiências boas?
“Uma delas foi quando a mãe de uma paciente me ligou para convidar para o aniversário da filha. A gente acaba fazendo muita amizade com as famílias.”

Também descobrimos uma coisa legal sobre a Gil: Ela veio para Curitiba porque ela adotou uma menina de 2 meses que hoje está com 12 anos.
A menina foi transferida de São Paulo para Curitiba para fazer tratamento no Hospital Pequeno Príncipe porque ela estava muito desnutrida. Daí a Gil já achou melhor trabalhar no Hospital. A filha se chama Fernanda e a Gil também tem mais 3 filhos homens.




22 janeiro 2011

Experiências de Vida

Muitas crianças e adolescentes internados no hospital sentem vontade de compartilhar suas vivência, muitas vezes nos surpreendendo pela forma simples e bonita de encarar as situações...

Tenho 12 anos, meu nome é Victor Vinicius de Lima Campos e tenho que fazer uma cirurgia. Mas estou confiante que minha cirurgia estará segura nas mãos de tantas pessoas que estudaram pra estar aqui cuidando da minha perna esquerda.          
Quebrei na minha cidade, em Araruna, quando estava correndo do meu irmão. Sai desesperado de casa e fui para a rua, na rua levei um tombo e fui para o chão. Fiquei 5 dias no hospital em Campo Mourão, no pronto socorro, e depois vim para cá. 
         Eu quebrei o fêmur por causa de um tumor que tenho exatamente nesse lugar.  Eu dou graças a Deus por ter quebrado a perna porque se eu não tivesse quebrado jamais saberia que tenho um tumor dentro de meu corpo e, se eu não descobrisse isso enquanto é cedo, talvez não sobrevivesse muito. Por isso, quando a funcionaria do setor de Educação e Cultura me ofereceu para fazer um texto sobre minha experiência, logo aceitei e estou aqui falando pra vocês que nada acontece por acaso porque se isso não tivesse acontecido, aos 16 anos iria estar sem chances de sobreviver.
         Então quebrei a perna pra que tivesse uma vida normal, hoje um jovem e um dia um pai que terá o que contar aos seus filhos. E com isso quero dizer para todos que o melhor é dar valor a vida.





21 janeiro 2011

Teatro de Animação - Seu Bala






Teatro do grego théatron (θέατρον) é uma forma de arte em que um ator ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades para o público em um determinado lugar.
Nesta quinta-feira (20/01), no Hospital Pequeno Príncipe, Itaércio Rocha com seu personagem boneco Seu Bala e suas histórias de bois e bernunças* envolveu-nos em encantamento e magia. Fez-nos sentir num teatro...ou melhor .... o HPP tornou-se o teatro, onde bonecos contaram histórias, onde projeções despertaram consciências e durante pouco mais de uma hora, a alegria foi a sensação compartilhada pelos presentes.
Terminada a peça, algumas crianças ainda ficaram na sala e não resistiram à tentação da proximidade com os personagens. Chegaram-se ao palco e cumprimentaram bonecos como se de fato atores fossem!


*bernunça é um dos bonecos do auto popular do Boi de Mamão.



texto: Maria Gloss   edição de fotos: Matheus de Oliveira França

17 janeiro 2011

Entrevista com Tereza Cristina

QUEM É?
 TEREZA CRISTINA DE LIMA
(CHEFE DE ENFERMAGEM DA ENFERMARIA DA CARDIO, 34 ANOS)

Esta entrevista foi realizada pela educadora Mariana Hoffmann e por Edeveni Moreira Pereira (paciente da Cardio), que sugeriu que entrevistássemos a Tereza Cristina como representante das enfermeiras no Hospital Pequeno Príncipe. Nosso objetivo é entrevistar funcionários de várias profissões para conhecê-los melhor. 

    1-     HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ TRABALHA AQUI?
Trabalho aqui há 10 anos, foi meu primeiro emprego. Comecei na cardio, fiquei 4 anos na emergência e voltei pra cardio.
2-      O QUE VOCÊ ACHA MAIS INTERESSANTE NO SEU TRABALHO?
As crianças. Gosto do sorriso, da pureza, da resiliência... (O QUE É ISSO? PERGUNTA EDEVANI). Resiliência é superar as dificuldades. As crianças são fortes, dão a volta por cima. Passou a dor, vão brincar. Elas vivem o hoje, a gente aprende muito mais do que ensina.
3-     O QUE VOCÊ GOSTARIA DE MUDAR NA SUA ROTINA?
Tudo é importante na rotina, até a parte administrativa. O que poderia melhorar é o espaço físico, aqui tá muito apertadinho. Também gostaríamos de ter um DVD e outras atividades.
4-     VOCÊ SE LEMBRA DE ALGUM FATO CURIOSO QUE ACONTECEU NA CARDIO?
Há 10 anos nós tínhamos uma paciente chamada Keila. Ela tinha uns 13 anos e não podia comer nada com potássio nem sódio. Então, ela jogava pela janela uma moeda para o vendedor de cachorro quente que estava na rua e ele amarrava o cachorro quente num fio para ela puxar. Eu só descobri isso muito tempo depois! Na época ninguém sabia. Mas hoje ela está bem, trabalhando, casou...
5-     VOCÊ TEM AMIGOS NO TRABALHO?
Tenho muitos amigos e de vez em quando nos reunimos pra fazer festa.
6-     VOCÊ PENSA NO TRABALHO QUANDO ESTÁ EM CASA?
Penso, sonho, fico preocupada... Às vezes dá vontade de ligar, fico na torcida.
7-     O QUE VOCÊ GOSTA DE FAZER QUANDO NÃO ESTÁ TRABALHANDO?
Gosto de ler, sair com os amigos, jantar fora, ir ao cinema, andar no parque e ir pescar com meu pai.


04 janeiro 2011

Cinema para Acompanhantes



 

                                                                                 
                                                                                                                           
Toda quinta-feira é dia de cinema para os acompanhantes das crianças que estão internadas aqui no HPP. Essa idéia teve inicio em Agosto, uma ação dos educadores do setor de Educação e Cultura em parceria com o voluntariado, que auxilia interagindo com as crianças na sala Ruth Rocha durante a exibição do filme. A enfermagem também colabora buscando as crianças na hora de medicá-las e trazendo-as de volta ao final dessa medicação.
Hoje esse trabalho toma corpo de projeto. Alguns pais dizem que nunca foram ao cinema ou nunca viram um filme em telona, é um momento de relax diante da tensão com que têm que lidar todos os dias. E por uma noite o assunto deixa de ser a patologia da criança e passa a ser o tema do filme, a sensação desconfortante se esvai por alguns minutos o que propicia retomada de ânimo pra continuar.